Palestinos


       É na Faixa de Gaza e na Cisjordânia que Yasser Arafat, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP - governo palestino), pretende proclamar o Estado Palestino; com a concretização do Acordo de Oslo, que sufocou a Intifada.
       A revolta das pedras, conhecida como Intifada, aconteceu entre 1987 e 1993, quando crianças armadas de pedras as atiravam nas tropas israelenses que entravam em Gaza e Cisjordância.
       Outro problema palestino é o Hamas,organização extremista que se apóia no conservadorismo religioso de Gaza (mais pobre e isolada que a Cisjordânia) e "ajudou" a eleição de Binyamin Netanyahu para primeiro ministro israelense em 1996. O povo israelense, com medo dos atentados do Hamas, elegeu Binyamin, que é mais conservador (radical contra os palestinos). Assim tornaram-se mais difíceis as negociações entre o ANP e Israel para a devolução de Gaza e Cisjordânia. Por isso, outro desafio de Arafat é tentar deter o Hamas para que este não estrague mais uma vez o diálogo - que já é tão difícil - entre esses povos.

 

O Estado por si só, hoje:

 


       Dirigido hoje pelo rimeiro ministro Ehud Barak, do partido trabalhista de oposição ao conservador partido do Likud, Israel deixou um pouco de lado os Kibutz (fazendas coletivas) para investir pesado em sua economia. Movida pela alta tecnologia e financiamento para micro e pequenas empresas de pontas feitas pelo governo, a economia local vem atingindo grandes níveis de desenvolvimento econômico. Essas empresas captam dólares no exterior e geram empregos, dinamizando o setor.
       Mas ainda existe em entrave para o crescimento total nacional a estagnação do PIB israelense. Com os investimentos estrangeiros em queda por causa da instabilidade política, o congelamento no processo de paz (no mandato de Binyamin) e os altos juros, a valorização cambial se desestabilizou. A crise asiática também ajudou nesta estagnação, aumentando o desemprego, já que alguns investimentos israelenses são feitos no Sudeste Asiático. Além, é claro, da contribuição dos conflitos sociais internos, adicionando mais intranqüilidade no quadro de Israel.
       A longo prazo, o desejo israelense é diminuir as profndas contradições entre o desenvolvimento tecnológico e empresarial e a recessão. A curto prazo, o cenário continuará desanimador. Politicamente, o ajuste recessivo só complica a situação econômica, pois há uma grande diferença entre trabalhadores israelenses e palestinos que, além de serem tratados com menos direitos, não podem participar dos projetos de empresas de governo e são taxados como mão-de-obra desqualificada, ganhando menos. E obviamente com o aumento da crise, o desemprego aumentou mais entre os palestinos, que então têm mais um motivo para entrarem nos grupos terroristas.


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