Conflito
Depois de 50 anos de
existência Israel ainda tem problemas fronteiriços com a Síria
e o Líbano, seus vizinhos, além da séria Questão Palestina.
Durante esse meio
século de vida, o Estado judeu travou quatro guerras com os
países árabes, além de ser agredido em 1991 com a Guerra do
Golfo (Iraque x Kwait).
A primeira guerra, da
Independência, ocorreu de 1948 a 1949 - quando Israel foi
formado. Contra os israelenses estavam todos seus vizinhos
árabes, mas que não foram suficientes para deter o novo Estado
de vencer a guerra, conquistando ainda novos territórios e
aumentando em 50% sua área.
O segundo conflito, a
guerra dos seis dias, aconteceu em 1967, quando Israel obteve
grandes conquistas sobre o Egito, Síria e Jordânia - ampliando
ainda mais seu território.
No ano de 1973, eclodiu
a guerra do Yom Kippur, com Egito e Síria tentando recuperar os
territórios perdidos para Israel em 1967.
A quarta guerra, se é
que pode ser considerada como tal, começou em 1982, e ganhou o
nome de guerra do Líbano - foi a invasão do território
libanês por israelenses formando a Faixa de Segurança, que dura
até hoje, como a invasão das colinas de Golã, sírias desde
1967.
Em 1979, foi assinado
um acordo chamado Acordos de Camp David, onde Israel concorda em
devolver a Península do Sinai (Adquirida em 1967) para o Egito.
Contudo Israel, apesar
de todas essas vitórias, não obteve paz; pois continua lutando
com um quinto elemento: os palestinos, que foram destituídos de
seu território e hoje se encontram vivendo em áreas sob
controle israelense (Faixa de Gaza e Cisjordânia), o
acampamentos em Israel ou refugiados em países árabes vizinhos.
Assim, desde a doação
de uma parte da Palestina para os judeus pela ONU (Declaração
de Balfour) não houve paz na região. Até entre os próprios
judeus criou-se profunda divisão; a ponto do primeiro ministro
de Israel Ytzak Rabin, em 1995, ser assinado por um judeu, apenas
porque o ministro era favorável do Acordo de Oslo (1993 -
"terra para os palestinos e os demais vizinhos em troca de
paz para os israelenses"). Essa divisão entre israelenses
ficou mais clara em 1996 com a eleição de Binyamin Netanyahu -
para primeiro ministro - que defendia um estado judeu que
ocupasse quase toda a terra de Israel. E o fracasso de Shimon
Peres a favor do Acordo de Oslo.