A história dos judeus - A terra prometida
Analisando a Bíblia
historicamente encontramos a história de um hebreu, chamado
Abraão, obedecendo o comando de Deus, deixou a Mesopotâmia e
estabeleceu-se em Canaã - passando assim a ser a Terra Prometida
dos judeus.
Segundo a Bíblia,
Abraão teve vários filhos entre eles, Isaac e Ismael, dos quais
descendem respectivamente os judeus e os árabes. Jacó, os netos
de Abraão e os filhos deste, mudaram-se para o Egito onde foram
escravos durante 400 anos, até retornarem a Canaã.
Visando recuperar a
Terra Prometida, Moisés, líder dos judeus libertou-os do
escravismo fazendo uma peregrinação de 40 anos pelo deserto,
durante o qual formaram o seu caráter de povo livre, levando-os
assim a um grande amadurecimento.
Concretizando seu
ideal, o povo judeu se estabeleceu às margens do Rio Jordão, na
antiga Palestina, mas não satisfeitos, resolveram expandir suas
fronteiras no reinado de Salomão que consolidou a Monarquia
Judaica.
O império passou a se
estender do Egito a Mesopotâmia. Mais tarde, dividiu-se em dois
pequenos reinos que logo foram dominados pelos Babilônios que
expulsaram os judeus deste território. Os Babilônios foram
dominados pelos Persas, estes, pelos gregos, e estes últimos
pelos Romanos.
Os Romanos permitiram a
volta dos judeus a região sob diversas condições, fazendo com
que muitos destes tornassem-se fanáticos, causando revoltas.
Num ato de covardia os
Romanos atribuíram a culpa da crucificação de Jesus Cristo aos
judeus, que por isso, até hoje são lembrados como anti-cristo.
Devido a isso surgiram
diversos conflitos entre Cristãos e Judeus, como por exemplo as
perseguições da inquisição da Idade Média, os pogroms
(massacres organizados de judeus), na Europa Ocidental e até o
Holocausto, em nosso século.
Antes do início da
disputa por Canaã, judeus e árabes viviam em harmonia, por
muitas vezes sofreram os mesmos destinos, contra inimigos comuns.
Exemplo: contra os turcos-otomanos.
No século XIX os
judeus conquistaram muitas vitórias, desenvolveram idéias
sionistas ( movimento para a construção de uma nação judaica)
e começaram a migrar para a Palestina. Mas, foi durante o
século XX que os judeus viveram o período mais dramático de
suas vidas.
Na volta para a
Palestina, os judeus começaram a ocupar o território árabe
fundando Kibutz ( fazendas coletivas) e cidades, criaram uma
infra-estrutura e lançaram a luta pela independência política,
e foi a partir disso que começaram os conflitos entre árabes e
judeus.
Os judeus alegaram que
seu povo seria extinto devido ao fato do Holocausto. Isso
fomentou a idéia de se formar um estado judeu que servisse de
Porto-Seguro para essa etnia. Após três anos do fim da Segunda
Guerra Mundial, foi fundado o estado judeu chamado Israel, mas em
seus 50 anos de vida não viveu em paz.
As guerras com os
árabes continuam até hoje mesmo tendo sido assinados diversos
acordos de paz com algumas nações árabes - sem resolver o
problema dos árabes, palestinos que com a ocupação dos judeus
foram desalojados, ficando assim sem pátria.
Arafat perde a paciência com Israel
Jerusalém é dividida
em duas: a parte ocidental é Israelense e a oriental é
Palestina. Israel recebeu uma montanha de críticas no Conselho
de Segurança da ONU.
Tudo isso devido à um
plano de assentamentos israelenses em Jerusalém e Cisjordânia
para dificultar a tomada total desses territórios pelos
Palestinos ( árabes) - desaceleração da Independência do
Estado Palestino. Isso põe em risco o já moribundo processo de
paz do Oriente Médio.
Israel ocupou
Jerusalém na Guerra dos Seis Anos em 1967 e a anexou sem ser
reconhecida pela comunidade internacional. Para Israel toda a
cidade é sua capital.
De contra-ataque,
Jerusalém anuncia que não haverá paz, nem segurança,
nem estabilidade, se Jerusalém não for libertada.
Milhares pedem a Saddam Hussein: Ataque Israel
Yasser Arafat proibiu
qualquer manifestação pró-Iraque nas áreas sob seu controle.
Durante algum tempo, repetiram-se marchas pró-Saddam seguidas de
choques com as forças de segurança israelenses, ainda presentes
nos territórios.
Momentos antes desta
proibição, milhares de palestinos, militantes da OLP
(Organização para a Libertação da Palestina) e do grupo
extremista Hamas (que se opõe aos acordos de paz firmados pela
OLP com Israel) manifestaram-se em várias cidades apoiando o
ditador Saddam Hussein e pedindo ainda, que ele volte a atacar
Israel, como fez na Guerra de 1991. Atacando Israel, este não
teria forças para impedir a independência da Palestina.
Questão Palestina
No início do século
XX, cerca de um milhão de árabes habitavam a Palestina, que
estava sob o domínio britânico. Após a primeira Guerra
Mundial, iniciou-se uma luta nacionalista contra a ocupação
britânica e a colonização judaica.
Em 45, a ONU aprovou a
divisão regional, sendo a única forma de solucionar o conflito
entre 1,3 milhão de árabes e 800 000 judeus, sendo decidido
pela criação de dois Estados: um dos judeus, com 14 000 Km
quadrados e outro árabe, com 11 500 Km quadrados. Os países
árabes recusaram em aceitar o acordo o que levou a guerra de
1948/49.
CONSEQUÊNCIA: cerca de
1 milhão de palestinos árabes, que viviam sob a soberania
israelense, perderam seus lares e refugiaram-se em acampamentos
na faixa de gaza ou emigraram para outros países do Oriente
Médio. Cerca de 300 000continuaram em Israel, passando a viver
como cidadãos de segunda classe. Por outro lado, cerca da metade
dos Palestinos árabes continuaram ma Cisjordânia a partir de
1948 e que em 1967 foi ocupada pelos israelenses.
Os palestinos fizeram
movimentos dos mais variados grupos político-ideológicos, com a
OLP sendo sua principal entidade e, liderada por Yasser Arafat,
foi reconhecida inclusive pela ONU como legítima representante
do povo palestino.
A partir de 1988, nas
negociações para a formação do Estado Palestino, assumiram um
novo significado quando o rei Hussein, da Jordânia, resolveu
renunciar todos seus direitos sobre a Cisjordânia. Em agosto do
mesmo ano, Arafat afirmou que ä OLP estava disposta a reconhecer
Israel dentro da legitimidade nacional.
Deste modo, o líder
palestino estava retirando um dos últimos obstáculos para
haverem negociações diretas entre Israelenses e Palestinos. A
oferta palestina não teve boa resposta de Israel. O governo teve
de manter a OLP como só uma organização terrorista e se
recusou a ceder qualquer parte de seu território.
Vendo por outro lado,
nos primeiros meses de 1989, Israel passou a enfrentar a
intifada, uma oposição crescente dos árabes que residiam ali,
cujos movimentos de rua já causaram morte a mais de mil pessoas.
O acordo de paz em resumo
* Israel aceita
retirar suas tropas de 13% da Cisjordânia em três etapas, em um
período de 12 semanas. O acordo prevê que os palestinos terão
o controle de 40% da Cisjordânia e de 60% da faixa de gaza.
* A Autoridade da
Palestina aceita prender 30 dos 36 palestinos procurados por
Israel. A CIA decidirá se as provas apresentadas contra os
detidos justificam a prisão. Os palestinos confiscarão armas
ilegais.
* Um mês depois do
início da retirada Israelense, os palestinos apresentaram um
plano de combate ao terrorismo.
* Um comitê conjunto
irá monitorar ações anti-israelenses em colégios e na mídia.
* Israel concordou em
criar dois corredores entre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia para
permitir a passagem segura dos palestinos.
* O acordo reforça a
proibição de serem tomadas decisões unilaterais, com a
expansão dos assentamentos israelenses, o confisco de terras e a
intenção palestina de declarar um Estado independente em 04 de
maio de 1999.
* Israel aceitou
liberar 750 dos 3000 palestinos que mantém presos.
* Os dois lados
concordaram com a abertura de um aeroporto palestino na Faixa de
Gaza.
* Israel permitirá a
abertura de um porto em Gaza.
* Palestinos e
Israelenses começarão, agora, discussões sobre o status final
da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Nessas discussões serão
tratadas as questões de Jerusalém (que os dois pleiteiam como
sua capital), de refugiados palestinos, de repartição do
abastecimento de água e dos assentamentos em territórios
ocupados.




